quinta-feira, 15 de agosto de 2013

ALGUNS JOGOS DO PASSADO COM SAULZINHO

Santos 5 x 1 Vasco – Torneio Rio-SP 1965


 Vasco 1 x 0 Fluminense – Campeonato Carioca de 1964 Primeiro turno

 Vasco 1 x 1 Fluminense - Campeonato Carioca de 1964 - Segundo turno

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

SAULZINHO: O DONO DO MARACANÃ


De bicicleta, Saulzinho marcou no América do México seu gol mais bonito
Por Gustavo Mariani
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Ele foi o único atacante a obter uma média de gols superior a de Pelé, nas disputas estaduais da década de 60. Principal artilheiro do Campeonato Carioca de 1962, Saul Santos Silva, o Saulzinho, iniciou a sua sina de "matador" por volta dos 12, 13 anos de idade, em um areião, onde agora fica a Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, em Bagé-RS, disputando uma competição interna, nas manhãs de domingo. Com 15 anos, mesmo juvenil, já jogou e fez gol pelo time profissional do Bagé. Hoje, Saulzinho é advogado, na fronteira gaúcha com o Uruguai. Foi lá que ele voltou ao passado e "balançou a rede" para o Jornal de Brasília.
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JBr – Você iniciou a carreira arrumando confusão?
Saulzinho – Eu tinha contrato de gaveta com o Bagé, mas o troquei pelo Guarany. Fiquei um ano sem poder jogar. Por volta de 1956/57, pude rolar a bola e acumular títulos municipais, até 1959. Em 60, o Guarany teve um time poderoso, vice-campeão gaúcho. Foi por ali que começou a minha história.

Como pintou o Vasco?
No início de 1961, o Guarany venceu o Internacional, duas vezes: 2 x 1, no Estádio dos Eucaliptos, em Porto Alegre, quando marquei o gol da vitória, e 4 x 2, em Bagé. No segundo jogo, não fiz gol, mas o técnico do Inter, o Martim Francisco, gostou de mim e, ao trocar o Colorado pelo Vasco, pediu a minha contratação.

O Vasco daquele tempo só tinha fera: Bellini, Orlando, Coronel, Sabará, Pinga. Como você arrumou uma vaguinha naquele time?
Cheguei a São Januário no dia 1º de abril de 1961 e, no meu primeiro treino, fiz três gols, no primeiro tempo, pelo time reserva, que tinha Brito, Maranhão e Alcir Portela. Com aquele meu feito, o presidente vascaíno, o João Silva, mandou fazer logo o meu contrato.

Quando você chegava, Vavá (Atlético de Madrid), e Almir (Corinthians) saíam. Facilitou a sua vida...
Eu era um garoto interiorano no meio de cobrões, mas fui logo me enturmando, melhorando. A concorrência era dura, pois o Vasco tinha outros três bons centroavantes: Pacoti, Wilson Moreira e um que não me lembro agora.

Como foi sua estréia?
Uma semana ou duas depois da minha chegada. Joguei só dez minutos contra o Santos de Pelé, pelo Torneio Rio-São Paulo. O Pepe fez um gol, do meio do campo, mas o Sabará empatou e o Wilson Moreira desempatou. Ganhei um salário de "bicho".

Quando você herdou a vaga de titular no Vasco?
Numa excursão à Europa, fiz 12 gols em 11 jogos, mas só virei titular no Campeonato Carioca de 1961. O meu primeiro gol, no Rio, foi sobre o Pompéia, goleiro do América. Fora do Rio, nos 3 x 1, contra o América-MG. Depois, fiz cinco gols, em Uberlândia, e dois contra o Vila Nova-GO. Também marquei conta o Atlético-GO. Em amistosos, fui me revelando o artilheiro de que o Vasco precisava.

Qual foi o seu primeiro time-base no Vasco?
Barbosa; Paulinho de Almeida, Bellini, Barbosinha e Coronel; Nivaldo e Lorico; Sabará, Saulzinho, Roberto Pinto e Da Silva (Tiriça).
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O grande ano no Vasco...
Foi 1962, quando fui o artilheiro do Campeonato Carioca, com 18 gols, em 19 jogos. Só fiquei fora de três. Eu estava cotado para a seleção brasileira que foi bi, no Chile, mas tive um problema de garganta, que exigiu cirurgia, e uma forte distensão na virilha. Esta me deixou um mês e meio parado, sem qualquer condição física para jogar.

O Dida, do Flamengo, era seu grande concorrente?
A concorrência pela artilharia era muito pesada. Tinha também o Henrique, do Flamengo, o Quarentinha, o Amoroso e o Amarildo, do Botafogo, o Rodarte, do Olaria, e muitos outros.
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E a grande glória da temporada seguinte?
No início de 63, vencemos um torneio, no México, muito famoso, na época, e eu marquei quatro gols. Goleamos Oro, o campeão nacional, por 5 x 0, e empatamos, por 1 x 1, com o Guadalajara. Jogamos, também, contra um clube argentino, contra o América, o time das massas mexicanas, e o Dukla, de Praga, que tinha o Masopust e aquela raça toda que esteve na seleção da Tchecoslováquia que pegou o Brasil na final da Copa de 62.

O seu Vasco não ganhou títulos nacionais...
Ganhamos disputas internacionais, como o Torneio Ramon de Caranza, na Espanha, o Torneio Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro, uma disputa no Chile, vencendo, inclusive, aquele fabuloso Peñarol, de Maidana, Sacia, Spencer, Jóia, etc., e o torneio mexicano que já me referi, o qual nenhum time estrangeiro havia ganho ainda. Em 62, não fomos campeões cariocas porque perdemos quatro pontos para o Olaria.

Que história é esta?
Levamos um olé do Olaria, dentro de São Januário. Fiz um gol, de saída, mas eles viraram, para 3 x 1, no segundo tempo. Quando jogamos na Rua Bariri, um gol de falta, no final da partida, nos liquidou. Terminamos a três pontos do campeão, o Botafogo.

No início de 1966, você deixou o Vasco e voltou para a sua terra. Por quê?
Eu estava com 28 anos, tinha convites do Benfica e do Bahia, contra o qual marquei dois gols, em um amistoso, em Ilhéus. Mas coloquei o lado familiar na frente, pois a minha mulher, também de Bagé, tinha muito medo, não se sentia bem no Rio. Então, decidi voltar.

Já que você falou no Benfica, se lembra de quê?
Em 1965, o Vasco o trouxe ao Rio, para um amistoso. Marquei um dos meus gols mais bonitos. Até olhei para o pé de onde saíra o chute, conferindo se fora verdade. Recebi um passe, dei um corte em um marcador e soltei a bomba, quase da intermediária. Eu era rápido dentro da área, mas não chuva muito forte, de longe. Foi um grande jogo, 1 x 1, com o Eusébio fazendo o gol deles.

O seu nome era muito gritado pela torcida vascaína?
Quando eu fazia gols, o Maracanã vinha abaixo. Em 1962, fui o dono da casa, sem ser jogador de rush. Mas tinha rapidez, batia bem de perto, driblava fácil e raciocinava rápido, quando estava marcado. Quando eu fazia dupla de ataque com o Célio, eu avisava: parte que vou lançar. Eu recebia a bola de costas para o ataque, tocava para ele, que tinha velocidade e, assim, fizemos muitos gols.

Como era o Sabará?
Uma figura! Brigava o jogo todo conosco e com o adversário. Xingava, pois não queria ver ninguém parado.

A sua grande partida?
Contra o Flamengo, pelo Torneio do IV Centenário do Rio, em janeiro de 1965. Fizemos 4 x 1. Outra grande? Contra o Peñarol, base da seleção uruguaia. Deixei dois.
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Você só vestiu a camisa da seleção brasileira quando voltou para o Guarany...
O Carlos Froner, técnico do Grêmio, me convocou para a seleção gaúcha que representou o Brasil na Taça O´Higgins, contra o Chile, em 1966. Joguei 30 minutos em uma partida e mais 15 na outra. Fomos campeões.

Se Pelé jogasse hoje...
Faria dois mil gols. O quarto-zagueiro e os laterais se mandam. Se, contra zagueiros plantados, fez o que fez, imagine agora. Para se entrar na área, teria que ser muito rápido, ou perdia as canelas.

Seu marcador mais difícil?
O Luís Carlos, do Flamengo. O Jadir (do Botafogo) também era duro. Chegavam junto, mas não eram desleais.

O gol mais bonito?
Contra o América, do México, em 1963. O Sabará cruzou, da direita, a bola bateu no chão, veio no meu peito, e peguei de bicicleta, antes da chegada do zagueiro. Foi capa na revista mexicana Futbol

O que pesa mais no futebol jogado hoje?
Bom preparo físico é 70%, no mínimo, do necessário para se jogar. Mas quem decide ainda é cara talentoso.

No seu tempo, ganhava-se pouco, mesmo?
Quando cheguei ao Vasco, o maior salário era o do Bellini, US$ 8 mil. Hoje, qualquer juvenil está ganhando isso.

A sua seleção brasileira...
Barbosa; Paulinho de Almeida, Brito, Fontana e Oldair; Carlinhos e Gérson; Sabará, Célio, Pelé e Zagallo. Acho que eu pegaria uma reservinha.


Publicado em: 09/12/2007

SAULZINHO, O INESQUECÍVEL ARTILHEIRO - REVISTA PLACAR DE 18/08/1986



quarta-feira, 10 de outubro de 2007

GRANDES ADVERSÁRIOS



Foram grandes os adversários de Saulzinho nos anos 60. O artilheiro cita alguns: Castilho, goleiro do Fluminense (alto à esquerda), Dida, Flamengo (alto à direita), Garrincha, ponta direita do Botafogo (em àcima à esquerda) e Pinheiro, zagueiro do Fluminense (acima à direita).

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

PASSADO E PRESENTE EM IMAGENS


Acima: Lalá, não identificado, Paulo Sérgio, não identificado, não identificado, Rogério, não identificadoCalveti, Ramos Delgado, não identificado; abaixo: Jairzinho, não identificado, Mário Tito, Abílio, Toninho Guerreiro, Picão, Garrincha, Saulzinho, centroavante do Corinthians não identificado, Max e Solis. Partida de Showball.



Saulzinho, hoje, em viagem de turismo à Roma


Recorte de jornal sobre viagem de Saulzinho à Europa com o Vasco



Vista do apartamento de Saulzinho, na Av. Nossa Senhora de Copacabana, em 1962



Saulzinho e a esposa Marilu (já falecida) nos anos 60



O centroavante em jantar com esposa e familiares em chuurascaria carioca



Contratado pelo Vasco da Gama, Saulzinho chega ao Rio de Janeiro



Saulzinho, aos 18 anos, servindo o Exército, em Bagé-RS

A CARREIRA NO VASCO DA GAMA












Miltão, Joel, Caxias, Maranhão, Fontana, Barbosinha; massagista
Marinho, Mário Tilico, Célio, Saulzinho, Lorico e Zezinho









Barbozinha e Saulzinho em Estocolmo
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O juvenil Humberto e Saulzinho na concentração do Vasco no Hotel Novo Mundo
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Um dos três gols de Saulzinho na vitória de 3 a 0 sobre o São Cristóvão na Rua Figueira de Melo



















Brito e Saulzinho no treino do Vasco
















Humberto, Paulinho, Brito, Nivaldo, Barbosinha e Dario; Sabará, vevé, Saulzinho, Lorico e da Silva

















Embarque do Vasco para a Europa. Seguindo com instrumentos musicais, Fagundes, Vevé, Brito, Ita, Joel, Saulzinho, Sabará e Villadônega, entre outros

















Humberto, Paulinho Almeida, Brito, Nivaldo, Barbosinha e Dario; Sabará, Vevé, Saulzinho, Lorico e da Silva

OS JOGOS DO VASCO DA GAMA


Clique no link http://bit.ly/1uFzmsL e veja todas as fichas técnica dos jogos do Vasco da Gama no Campeonato Carioca de 1962

Para ver as fichas técnicas de todos os amistosos do Vasco em 1962 clique em http://bit.ly/1ssVcnF

Já para ver as fichas técnicas dos jogos do Vasco no Torneio Rio-São Paulo de 1962 clique em http://bit.ly/1iPE41T

Vasco no Torneio Rio-São Paulo de 1963: http://bit.ly/1qEtfYa

Excursões do Vasco em 1963: http://bit.ly/1lKLWWJ

Vasco no Torneio Rio-São Paulo de 1964 e 1965: http://bit.ly/1j6LNbY